quarta-feira, 27 de março de 2019
segunda-feira, 25 de março de 2019
domingo, 24 de março de 2019
Mais dois em vez de apenas um
A construção europeia já tem a sua dose de consultas populares repetidas até que o resultado seja (finalmente) o que (democraticamente) interessa, bons exemplos para não repetir o referendo do Brexit. Já para não dizer que, na lógica democrática, aceitar o resultado de 2016 parece ser a solução mais óbvia. Democracia, em princípio, é mais ou menos isto, aceitar a decisão da maioria. Apesar das recentes manifestações expressivas como a desta fim-de-semana, repletas de manifestantes que, entre outras coisas, argumentam que estão agora melhor informados para votar do que estavam há 3 anos. A minha proposta: um referendo intermédio para determinar se os votantes estão interessados num segundo referendo ao Brexit.
sábado, 23 de março de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
segunda-feira, 18 de março de 2019
domingo, 17 de março de 2019
O quarteto de Brandford Marsalis é de se lhe tirar o blazer
(Publicado originalmente aqui)
1986. O ano começa com a entrada de Portugal, juntamente com a Espanha, na Comunidade Económica Europeia. Mário Soares ganha a segunda volta das eleições presidenciais. Um muro (ainda) divide Berlim ao meio e Ronald Reagan ocupa a Casa Branca. A União Soviética lança a estação especial Mir e, poucos dias depois, no Congresso do Partido Comunista, o Secretário-Geral Mikhail Gorbatchev profere as palavras Glasnost e Perestroika, termos que irão definir o seu mandato. Nasce o primeiro vírus de computador e o reactor 4 da central nuclear de Chernobyl explode. No cinema, “África minha” ganha o Óscar de melhor filme e vemos Tom Cruise pronunciar a célebre máxima “I feel the need… the need for speed” em Top Gun. Na rádio, Dionne Warwick relembra-nos que “That’s what friends are for”. Disputa-se o Campeonato do Mundo do México.
É difícil, senão praticamente impossível, condensar a importância dos acontecimentos ocorridos num dado ano num simples parágrafo – há necessariamente eventos e situações relevantes excluídos. Para os propósitos desta crónica, há uma ocorrência de monta que não foi referida: foi neste já distante ano de 1986 que o quarteto de Brandford Marsalis, o veterano saxofonista americano, foi constituído.
“Boa noite. Obrigado”, diz Brandford Marsalis, ao microfone, para gáudio do público, com um sotaque meio abrasileirado, assim que sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. De seguida, apresenta os membros da formação. Eric Revin, no contrabaixo, e Joey Calderazzo, no piano, são companheiros das últimas duas décadas (bodas de prata?); Justin Faulkner, na bateria, é a mais recente aquisição da formação, se é que ainda nos podemos referir a esta aquisição como recente, já que Faulkner se juntou aos restantes três em 2009. Serve esta última frase para, não só elencar os membros do quarteto, mas também dar conta da estabilidade da relação entre os mesmos, uma característica a que se irá aludir mais à frente (já lá vamos).
O programa da noite desta noite é muito simples: no panfleto que é entregue aos espectadores quando entram na sala, o setlist vem discriminado – ainda que com a advertência de que está sujeito a alterações – e coincide, quase totalmente, com o novo álbum do quarteto, “The secret between the shadow and the soul”.
O arranque fica a cargo do contrabaixo de Eric Revis, que toca o riff de “Dance of the evil toys”, da autoria do próprio, enquanto os restantes membros soltam algumas gargalhadas até chegar a altura de eles próprios se juntarem. O tema é mais do que enérgico, frenético talvez seja um adjectivo que melhor se ajuste. Faulkner, que já havia tirado o blazer antes de se sentar à bateria, descarrega golpes frenéticos sobre os pratos e timbalões, quase como se estivesse a desempenhar uma rotina de ginásio. Após um solo de uma intensidade brilhante, Marsalis aproveita o hiato da sua participação no tema, enquanto Calderazzo executa o seu solo, para se dirigir ao fundo do palco – onde normalmente se coloca a observar os demais, quando não tem intervenção – e aproveita para tirar o seu blazer. Findo o solo de piano, é a vez de Calderazzo se contorcer um pouco enquanto luta para tirar (adivinharam) o blazer e, logo após o sucesso da operação, deposita o mesmo atabalhoadamente sobre o tampo do piano. Nesta fase, em que tanto a banda como o público estavam devidamente aquecidos, pareceria sensato reduzir um pouco a intensidade. Talvez por isso a escolha do segundo tema da noite tenha recaído sobre Cianna, da autoria de Joey Calderazzo.
Mais do que a capacidade técnica de cada um dos monstros em palco, sobre a qual apenas poderia chover no molhado, prefiro destacar a sua cumplicidade. Tal como os cônjuges que completam as frases e pensamentos uns dos outros, as décadas de colaboração destes quatro são evidentes na fluidez e facilidade como interagem e se complementam. Até mesmo nas exclamações e exortações em relação às performances alheias, assim como nos risos e gargalhadas contagiantes que, aqui e ali, se ouviram.
Quando reflecte sobre a abordagem de alguns colegas de profissão em relação ao número de colaborações, Marsalis põe em evidência um trade-off interessante: se, por um lado, participar em vários projectos diferentes pode trazer ganhos adicionais oriundos da exposição a diferentes músicos e formações, por outro lado, inflige o custo de tocar com pessoas com as quais, necessariamente, existe uma relação menos sólida e menor à-vontade. Para Marsalis, este custo é superior àquele benefício o que, no limite, significa que, para verdadeiramente explorar algo de novo, é necessária a rede de segurança que a cumplicidade oferece e que lhe permite tocar no limite, constantemente, sem receio. Algo que sente não faria caso não conhecesse da forma que conhece as pessoas que o acompanham.
No miolo do concerto, o único tema que não faz parte do álbum, uma versão divertida e bem-disposta do clássico “On the sunny side of the street”, repleta de kicks e acentuações. Imediatamente antes, houve lugar a um pequeno momento de um misto de indignação e comicidade. Calderazzo toca sozinho (haverá melhor definição de solo?) a interpretar “Life filtering from the water flowers”. Os restantes companheiros fitam-no de mãos apoiadas a descansar sobre os respetivos instrumentos, quando um toque de telemóvel estridente se faz ouvir pelo auditório. O pianista interrompe a sua intervenção, algumas vozes exprimem o seu agastamento. Eric Revis dirige os olhos para a plateia e meneia a cabeça ao som do irritante toque, em jeito de gozo. Até que o ruído incomodativo finalmente termina e o pianista retoma onde havia parado.
Findo o sétimo tema do set, tivemos direito à versão de “The windup”, de Keith Jarrett. Os quatro músicos ainda haviam de regressar ao palco uma vez mais, mas apenas para uma curta despedida, com uma vénia, sem aceder aos pedidos de mais música. Talvez para que fosse ainda mais claro que não iriam voltar a pegar nos instrumentos, já envergavam novamente os blazers com que haviam iniciado a noite.
1986. O ano começa com a entrada de Portugal, juntamente com a Espanha, na Comunidade Económica Europeia. Mário Soares ganha a segunda volta das eleições presidenciais. Um muro (ainda) divide Berlim ao meio e Ronald Reagan ocupa a Casa Branca. A União Soviética lança a estação especial Mir e, poucos dias depois, no Congresso do Partido Comunista, o Secretário-Geral Mikhail Gorbatchev profere as palavras Glasnost e Perestroika, termos que irão definir o seu mandato. Nasce o primeiro vírus de computador e o reactor 4 da central nuclear de Chernobyl explode. No cinema, “África minha” ganha o Óscar de melhor filme e vemos Tom Cruise pronunciar a célebre máxima “I feel the need… the need for speed” em Top Gun. Na rádio, Dionne Warwick relembra-nos que “That’s what friends are for”. Disputa-se o Campeonato do Mundo do México.
É difícil, senão praticamente impossível, condensar a importância dos acontecimentos ocorridos num dado ano num simples parágrafo – há necessariamente eventos e situações relevantes excluídos. Para os propósitos desta crónica, há uma ocorrência de monta que não foi referida: foi neste já distante ano de 1986 que o quarteto de Brandford Marsalis, o veterano saxofonista americano, foi constituído.
“Boa noite. Obrigado”, diz Brandford Marsalis, ao microfone, para gáudio do público, com um sotaque meio abrasileirado, assim que sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. De seguida, apresenta os membros da formação. Eric Revin, no contrabaixo, e Joey Calderazzo, no piano, são companheiros das últimas duas décadas (bodas de prata?); Justin Faulkner, na bateria, é a mais recente aquisição da formação, se é que ainda nos podemos referir a esta aquisição como recente, já que Faulkner se juntou aos restantes três em 2009. Serve esta última frase para, não só elencar os membros do quarteto, mas também dar conta da estabilidade da relação entre os mesmos, uma característica a que se irá aludir mais à frente (já lá vamos).
O programa da noite desta noite é muito simples: no panfleto que é entregue aos espectadores quando entram na sala, o setlist vem discriminado – ainda que com a advertência de que está sujeito a alterações – e coincide, quase totalmente, com o novo álbum do quarteto, “The secret between the shadow and the soul”.
O arranque fica a cargo do contrabaixo de Eric Revis, que toca o riff de “Dance of the evil toys”, da autoria do próprio, enquanto os restantes membros soltam algumas gargalhadas até chegar a altura de eles próprios se juntarem. O tema é mais do que enérgico, frenético talvez seja um adjectivo que melhor se ajuste. Faulkner, que já havia tirado o blazer antes de se sentar à bateria, descarrega golpes frenéticos sobre os pratos e timbalões, quase como se estivesse a desempenhar uma rotina de ginásio. Após um solo de uma intensidade brilhante, Marsalis aproveita o hiato da sua participação no tema, enquanto Calderazzo executa o seu solo, para se dirigir ao fundo do palco – onde normalmente se coloca a observar os demais, quando não tem intervenção – e aproveita para tirar o seu blazer. Findo o solo de piano, é a vez de Calderazzo se contorcer um pouco enquanto luta para tirar (adivinharam) o blazer e, logo após o sucesso da operação, deposita o mesmo atabalhoadamente sobre o tampo do piano. Nesta fase, em que tanto a banda como o público estavam devidamente aquecidos, pareceria sensato reduzir um pouco a intensidade. Talvez por isso a escolha do segundo tema da noite tenha recaído sobre Cianna, da autoria de Joey Calderazzo.
Mais do que a capacidade técnica de cada um dos monstros em palco, sobre a qual apenas poderia chover no molhado, prefiro destacar a sua cumplicidade. Tal como os cônjuges que completam as frases e pensamentos uns dos outros, as décadas de colaboração destes quatro são evidentes na fluidez e facilidade como interagem e se complementam. Até mesmo nas exclamações e exortações em relação às performances alheias, assim como nos risos e gargalhadas contagiantes que, aqui e ali, se ouviram.
Quando reflecte sobre a abordagem de alguns colegas de profissão em relação ao número de colaborações, Marsalis põe em evidência um trade-off interessante: se, por um lado, participar em vários projectos diferentes pode trazer ganhos adicionais oriundos da exposição a diferentes músicos e formações, por outro lado, inflige o custo de tocar com pessoas com as quais, necessariamente, existe uma relação menos sólida e menor à-vontade. Para Marsalis, este custo é superior àquele benefício o que, no limite, significa que, para verdadeiramente explorar algo de novo, é necessária a rede de segurança que a cumplicidade oferece e que lhe permite tocar no limite, constantemente, sem receio. Algo que sente não faria caso não conhecesse da forma que conhece as pessoas que o acompanham.
No miolo do concerto, o único tema que não faz parte do álbum, uma versão divertida e bem-disposta do clássico “On the sunny side of the street”, repleta de kicks e acentuações. Imediatamente antes, houve lugar a um pequeno momento de um misto de indignação e comicidade. Calderazzo toca sozinho (haverá melhor definição de solo?) a interpretar “Life filtering from the water flowers”. Os restantes companheiros fitam-no de mãos apoiadas a descansar sobre os respetivos instrumentos, quando um toque de telemóvel estridente se faz ouvir pelo auditório. O pianista interrompe a sua intervenção, algumas vozes exprimem o seu agastamento. Eric Revis dirige os olhos para a plateia e meneia a cabeça ao som do irritante toque, em jeito de gozo. Até que o ruído incomodativo finalmente termina e o pianista retoma onde havia parado.
Findo o sétimo tema do set, tivemos direito à versão de “The windup”, de Keith Jarrett. Os quatro músicos ainda haviam de regressar ao palco uma vez mais, mas apenas para uma curta despedida, com uma vénia, sem aceder aos pedidos de mais música. Talvez para que fosse ainda mais claro que não iriam voltar a pegar nos instrumentos, já envergavam novamente os blazers com que haviam iniciado a noite.
sábado, 16 de março de 2019
sexta-feira, 15 de março de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
segunda-feira, 11 de março de 2019
segunda-feira, 4 de março de 2019
domingo, 3 de março de 2019
sábado, 2 de março de 2019
Até onde é preciso ir?
Figuras da política britânica já tinham preenchido por várias vezes os ecrans gigantes por detrás do palco: referências seguramente mais próximas do universo dos Massive Attack. Mas, apesar do maior tempo de antena dedicado a conterrâneos, não foram os únicos contemplados. A certa altura a meio do concerto, chegamos a uma sequência que dificilmente terá sido um mero acaso. Primeiro um conjunto de imagens de Putin, nas mais variadas situações, desde as entradas triunfais pelas portas altas e solenes do Kremlin até às célebres cavalgadas em tronco nu. Mas só quando, imediatamente a seguir ao presidente russo, surgem imagens de Trump o público reage com fortes apupos e vaias efusivas.
sexta-feira, 1 de março de 2019
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
«O Papa é assim tão diferente quanto a esquerda o quer fazer crer?»
«O Papa é compreendido em todo o mundo. É muito laico na maneira de falar e também fala de política, de imigrantes , de homossexuais... Eu já lhe disse: "Os católicos de direita não gostam de si." E ele respondeu: "Eu sei." "Os católicos de esquerda também não gostam." E ele: "Eu sei." Quem o ama são os ateus e os agnósticos.»
Entrevista a Dominique Wolton, Revista Visão
Entrevista a Dominique Wolton, Revista Visão
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Cheers, aquela app
A aplicação do telemóvel que regista os dados das corridas pergunta-me se quero que activar a função de "cheer". É óbvio que não quero: parece-me até patético considerar a hipótese de ter uma vozinha parvinha no meu telemóvel a dizer-me que fiz uma excelente distância num tempo muito bom, que me portei muito bem e fui um bom menino. Uma aprovação (literalmente) artificial que me faça sentir ainda melhor comigo próprio. Como pode uma mensagem deste género ter efectivamente efeito e levar a fazer um esforço maior? Mesmo que inteiramente personalizada e feita à minha medida. O que também me leva a questionar se receber um incentivo de um qualquer espectador - que não conheço de lado nenhum - de uma corrida me faria encarar os próximos passos dolorosos com outra determinação. Deve haver uma app com a resposta.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
The medium and the massage
A propósito da mudança de instalações, os últimos dias de emissão da SIC fizeram lembrar aqueles programas manhosos da MTV, que consistiam em visitar a "crib" de uma celebridade qualquer que se dispunha a fazer visitas guiadas das divisões. Mesmo mal no caso da MTV, já conhecíamos a orientação juvenil-apatetada do canal. Pior quando o mesmo espectáculo é enquadrado em (supostos) programas de informação.
domingo, 10 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Bemol
A melhor tradução do movimento (lunático) flat earth é terra bemol. Está mesmo a pedir um bequadro para anular o acidente.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Nunca na vida
Certeza absoluta
Talvez
Já cá canta
Já cá mora
A sério?
Sempre achei
Não estou a ver
Isso é que era bom
Garantido
No limite
Não me cheira
Deixa-te de merdas
Feito
Tira o cavalinho da chuva
O mais certo
Sem dúvida
Nem pensar
Bonito serviço
Não falha
A não ser que
Já chega
Não me digas!
Por muito boa vontade que tenha
Escusas
Nunca se sabe
É difícil
É que é já a seguir
Está aí uma coisa esperta
Complicado
Não adianta
Está no papo
Talvez
Já cá canta
Já cá mora
A sério?
Sempre achei
Não estou a ver
Isso é que era bom
Garantido
No limite
Não me cheira
Deixa-te de merdas
Feito
Tira o cavalinho da chuva
O mais certo
Sem dúvida
Nem pensar
Bonito serviço
Não falha
A não ser que
Já chega
Não me digas!
Por muito boa vontade que tenha
Escusas
Nunca se sabe
É difícil
É que é já a seguir
Está aí uma coisa esperta
Complicado
Não adianta
Está no papo
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Os cães ladram
Durante o monólogo inicial, que se transformou numa constante paródia a Trump, Colbert fala da caravana de pessoas, que partiu da América Central e foi engrossando à medida que palmilhou centenas e milhares de quilómetros em direcção à fronteira do México com os EUA. Aquela onde Trump quer colocar o muro, para o qual necessita de $5.7 mil milhões e não lhos dão. Logo a seguir a pronunciar a palavra Caravan, ouve-se Jon Batiste, o pianista líder da banda Stay Human que acompanha o programa, tocar - baixinho, de forma discreta ou, até mesmo, sorrateira - a melodia do clássico de Duke Ellington.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Uma cabine telefónica ao lado jardim.
Um pouco mais larga do que o habitual. Atravesso a rua e, quando me aproximo, apercebo-me que está cheia de coisas lá dentro: roupa, cobertores, sacos, bocados de cartão. Sinto o fedor intenso que vem das tralhas quando passo mesmo ao lado deste roupeiro de metal. Apesar de aberto em baixo, evita que as poucas posses de alguém fiquem ensopadas pelos fortes aguaceiros repentinos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
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