sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Salto

A maior parte dos que puxam a TV-box para trás para ver a Quadratura do Círculo avançam as partes do Jorge Coelho para a frente.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Crime (re)compensa

«There seems to be little correlation between poverty and honesty. One would rather expect the opposite; dishonesty may not always pay but surely it sometimes does.»

Capitalism and freedom, Milton Friedman

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Armas de fogo

O argumento de que o Estado não pode acudir sempre aos cidadãos e que estes têm de ser capazes de se fazer valer é usado frequentemente nos EUA para justificar o direito de posse de armas.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A funcionária do aeroporto de Viena pede-me para ver o cartão de embarque e a minha identificação enquanto aguardamos.

Mostro-lhe o meu cartão de cidadão e o visor do telefone mas ela quer em papel para poder rabiscar e, desta forma, poupar-me a ter de mostrar novamente quando for o momento de entrar para o ambiente. E diz-me
I think you wouldn’t be lucky when I wrote on your phone

Duas coisas que não fazem sentido. Começo pela segunda: “when” é claramente “if” e está relacionado com o facto de o “wenn” alemão significar as duas coisas, apenas o contexto da frase os distingue. Mas concentremo-nos na segunda, outro falso amigo com o qual ainda não me tinha deparado a falar inglês com nativos da língua alemã. O “lucky” não é “lucky”, é “happy”. Acontece que “glücklich”, de “Glück”, que significa sorte ou felicidade, tanto pode, por isso, ser “sortudo” como “feliz” ou “contente”.

Esta coincidência dos dois significados na mesma palavra é interessante. Porque parece que a felicidade ou o contentamento germânicos são fenómenos de sorte, como se fossem exogenamente determinados por um acaso favorável, e não algo decorrente de uma acção levada a cabo por aquele que se sente feliz ou contente.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Os cartazes eleitorais

O processo de escrutínio e avaliação do grau de comicidade dos cartazes eleitorais é um clássico das autárquicas. Mensagens e emails, redes sociais, programas de televisão em que os casos mais caricatos são dissecados ao pormenor. Mas há outro prazer, um assumido guilty pleasure que associo a estes cartazes - em bom rigor, também é possível de realizar noutras eleições, embora com muito menos escolha do que nas locais: a adulteração das imagens dos candidatos, através de dentes pintados, verrugas acrescentadas com canetas, rugas e demais características físicas pronunciadas. É altamente infantil e, admito, parvo. Eu próprio não me dedico a este tipo de intervenção pouco cívica. Mas não resisto a um sorriso e, nas melhores manifestações de criatividade, mesmo até um pequeno riso, quando observo, na via pública, algumas verdadeiras obras de arte.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Substituição

«(...) That unquenchable hunger, that hollowness at the center, does speak to something real - to a profound emptiness at the heart of the very culture that spawned Donald Trump. And that hollowness is intimately connected to the rise of lifestyle brands, the shift that gave Trump an ever-expanding platform. The rise of the hollow brands - selling everything, owning next to nothing - happened over decades when the key institutions that used to provide individuals with a sense of community and a share identity were in sharp decline: tightly knit neighborhoods where people looked out for one another; large workplaces that held out the promise of a job for life; space and time for ordinary people to make their own art, not just consume it; organised religion; political movements and trade unions that were grounded in face-to-face relationships; public-interest media that strove to knit nations together in a common conversation.

All these institutions and traditions were and are imperfect, often deeply so. They left many people out, and very often enforced an unhealthy conformity. But they did offer something we humans need for our well-being, and for which we never cease to long community, connection, a sense of mission larger than our immediate atomized desires. These two trends - the decline of communal institutions and the expansion of corporate brands in our culture - have had an inverse, seesaw-like relationship to one another over decades: as the influence of those institutions that provided us with the essential sense of belonging went down, the power of commercial brands went up.»

No is not enough, Naomi Klein

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fala-se de tendências a propósito da moda.

Não faz muito sentido: a ser alguma coisa, a moda é altamente cíclica. Com alguma componente irregular, aqui e ali.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

domingo, 17 de setembro de 2017

Se isto não chega para um gajo ficar informado

Para além dos habituais cadernos e revista, o Expresso deste fim-de-semana trazia também: uma revista Portugal em destaque, o jornal Vanguarda sobre actualidade em Angola, o jornal Mercado, o jornal da região de Cascais, publicidade ao Masters de Padel que está a decorrer no Estádio Nacional, publicidade do Teatro Municipal Joaquim Benite em Almada e o guia de Outono do Corte Inglês.

sábado, 16 de setembro de 2017

Não te consigo dizer que foi esperado.

Porque a verdade é que não estava à espera. Mas também não te consigo dizer que foi inesperado. De certa forma, contava com isso. Para lá da sensação de óbvio associada à retrospectiva. Se não tivesse acontecido não teria sido uma surpresa. Mas ter acontecido, lá bem no fundo, tão-pouco é surpreendente. Um inesperado esperado. Ou um esperado inesperado.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sleep on it

Nos momentos em que a noite mais poderia ser boa conselheira é quando ela, na prática, menos consegue ser.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

sábado, 2 de setembro de 2017

Serradura

«A minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.

E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, de perna traçada,
No infindável sofá
Da minha Alma estofada.»

Mario de Sá Carneiro

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Liberdade

«It [free economy] gives people what they want instead of what a particular group thinks they ought to want. Underlying most arguments against the free market is a lack of belief in freedom itself.»

Capitalism and freedom, Milton Friedman