sábado, 24 de junho de 2017

Ainda a propósito de Miguel Beleza

Duas coisas. Primeiro, a presença de espírito para não perder a noção daquilo que somos - e continuamos a ser - apesar do que possamos ter alcançado. Ou, dito de outra forma, (e taulogicamente) para não nos acharmos mais do que aquilo que somos. E segundo, o sentido de humor. Que não somos menos sérios por sermos irreverentes e largarmos uma piada em situações sérias. Parafraseando (ou na, volta, literal e inadvertidamente citando) o Ricardo Araújo Pereira, a circunspecção não é sinónimo de seriedade.

domingo, 18 de junho de 2017

Paciente

A palavra que designa aquela que tem paciência é também aquela que designa aquele que tem uma doença. Eventualmente porque, durante a convalescença, é preciso paciência para esperar que a cura faça efeito e a maleita passe e deixe de nos afligir. Ou, no pior dos cenários, se não houver cura, é sempre caso para dizer "paciência".

Memórias fictícias

Fictitious memories do not only afflict those who have been traumatized; people with stable backgrounds also struggle to distinguish between experiences that they had themselves and those they absorbed through someone else’s stories. Studies show that people will come to believe that they were in an accident at a family wedding, were attacked by an animal, or had tea with Prince Charles, if they are told that family members saw it happen. The more often the stories are told, the more likely the memories are to be implanted. A 2015 study in Psychological Science found that seventy per cent of people, when subjected to highly suggestive and repetitive interviews, would come to believe that they had committed a crime. They developed what the authors called “rich false memories,” detailed and multisensory, of having perpetrated a theft or an assault. The authors wrote that “imagined memory elements regarding what something could have been like can turn into elements of what it would have been like, which can become elements of what it was like.” In the past thirty years, roughly a hundred men and women in the United States have confessed to crimes for which they have later been exonerated by DNA evidence.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Quebrar a rotina

«É bem sabido que a imprensa e o audiovisual têm sempre algo novo a noticiar. Eles vivem da descontinuidade, dos acontecimentos do dia, mas também das informações que sublinham a inovação nas opiniões, modas ou calamidades. Isto contrapõe-se à contínua repetição que caracteriza a vida da maior parte das pessoas. A participação nesta inovação é, portanto, para o indivíduo, uma oportunidade de escapar à rotina da vida quotidiana com uma olhadela pela janela»

A improbabilidade da comunicação, Niklas Luhmann

terça-feira, 13 de junho de 2017

Casa de cartas

Congressman: So this is a straight up bribe.
Frank Underwood: Oh no congressman, a bribe is something you can refuse

terça-feira, 6 de junho de 2017

Culpabilidade

Reparo causalmente no número de vezes que um vídeo no youtube foi visualizado e apercebo-me de que uma percentagem substancial é-me devida.

domingo, 4 de junho de 2017

Z49

Nos filmes, os fugitivo da Justiça são, muitas vezes, na verdade, fugitivos da injustiça.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Costuma dizer-se que ninguém é insubstituível

Meia-verdade. Todos somos substituíveis, é certo, mas numa determinada função ou papel. Não em absoluto: aí somos todos total e completamente insubstituíveis.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Quando a fava é, afinal, um brinde

Comfort food é normalmente associado a junk food gordurosa e doces de preferência com muito açúcar. Já a mim, um pratinho de favas faz milagres aos meus estados de alma.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ir à bola com compositores italianos

Verdi é claramente do Sporting, já Rossini deve ser do Benfica. Alvíssaras a quem identificar o nome adequado a um portista.

terça-feira, 23 de maio de 2017