quarta-feira, 28 de maio de 2014

Memo

Em vez de colocar a folha vertical, deitou-a. Lentamente, escreveu o assunto mesmo no centro. Letras grandes, bem vincadas, carregadas. Desenhou uma bola à volta. Oval. Depois assistiu. E desenhou setas. Setas a sair do bola - oval - e até aos extremos da olha de papel: primeiro até ao canto superior esquerdo, depois verticalmente, depois até ao canto superior direito. E em cada uma dessas zonas tirou notas. Pontos, alíneas, travessões. E assim sucessivamente até encher a folha, até ficar com uma espécie de roda de bicicleta com um centro e os raios, uma espécie de constelação.

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