domingo, 3 de abril de 2011

Revisitei a minha amiga do final do ano passado.

Por um momento ia jurar que a minha cara lhe disse alguma coisa quando parou para me perguntar o que ia beber. Mas não. Ou então fingiu que não. No outro extremo da sala, um trio a tocar música cabo-verdiana. Demorei a perceber que era isso que ouvia, houve qualquer coisa que me fez pensar que deveria ser música brasileira – talvez o amarelo da t-shirt de um deles. Tive que explicar a uma tipa que não faço ideia quem seja que, lá por ser português, não significa que perceba um boi de crioulo. E é verdade, só consigo apanhar umas coisas. Lá cantaram aquela do caminho para “ess´ minha terra Sã Nicolau”, talvez para me contrariar e mostrar que afinal percebo umas raspas.

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