domingo, 19 de fevereiro de 2012
Trilho
Tentaste convencer-me que o caminho natural da ilusão é, inevitavelmente, a desilusão. E, com isso, desiludiste-me. Inevitavelmente.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Queimar a pestana
Às vezes penso seriamente se ler tanta coisa não me vai fazer mal. Estes olhinhos que a terra há-de comer vão chegar ao fim completamente gastos e desfeitos. Logo eles que não são grande espiga, coitados. Enquanto penso nisso, cá vai mais um capítulo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sá
Quando se trata de clubes que fazem rir pela escolha de treinadores, nada bate o Sporting.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Tanta coisa...
De natureza biométrica, o meu passaporte regista uma série de dados XPTO sobre mim em locais recônditos que não estão visíveis mas que os senhores das fronteiras dos EUA conhecem perfeitamente. No final, ficam a saber mais sobre mim do que eu próprio. Mas, curiosamente, um dos poucos dados que já existia nas versões antigas de passaportes, está claramente errado: eu não meço 1,76.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O piloto começa com a lengalenga do costume...
... boa noite senhores passageiros, fala o comandante assim assado, iniciámos a descida, contamos aterrar dentro de vinte minutos às tantas horas, hora local mais tantas do que em Lisboa. E depois acrescenta: "A temperatura é de onze graus negativos" e de imediato surge um burburinho infernal dentro do avião
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Contar histórias
Com "h", continuo a armar-me em Vasco Graça Moura e a não acatar as novas regras da minha (?) língua. Mas dizia, contar histórias. É isso que faço. E não é só aqui, apercebi-me há pouco tempo. No trabalho, passamos a vida a discutir enredos: "What is the story behind this?".
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
É desta que o Inverno resolveu bater à porta
Menos não sei quantos graus com "feels like" de ainda mais menos não sei quantos graus. O frio normal da época que até então só tinha tido um frio anormal de tão tímido. O ar gélido entra queima a pele, rasga as entranhas quando entra em direcção aos pulmões. Os pés regelam, os olhos lacrimejam, o maxilar parece que não quer mexer quanto tento falar.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Anda Maria!!
Pela primeira vez em muito muito tempo vou colar-me ao televisor para ver uma final feminina.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Feeble
A companhia aérea Norwegian Air Shuttle airlines vai comprar 222 aviões de enfiada. E não uns aviõezinhos de papel quaisquer: 122 Boeing 737 e 100 Airbus. A frota total da Lufthansa ronda os 300 aviões. Os noruegues estão doidinhos das ideias.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Fusos
Fizeram a maldade de engendrar um Nadal-Federer para logo de manhã. E isto é uma chatice porque eu até tenho que trabalhar. Enfim, resta a consolação de um resultado pouco original.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
It ain't complicated
Missão do mês: sentir o dois e o quatro em vez do um e do três.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Chega de saudade
Esqueceste-te da caneta. Em cima da mesa, ladeada de cadeiras toscas. Uma caneta velha, uma daquelas BIC
BIC laranja BIC cristal
Tosca como as cadeiras da mesa de madeira. Nem sequer tem tampa. Uma daquelas BIC que usávamos na escola para mandar bolas de papel uns aos outros. Tiraste-a de dentro da mala juntamente com uma molhada de papéis, tudo embrulhado. Quase me senti mal quando me senti mais organizado do que tu
Esqueceste-te dela aqui.
É estranho ter em casa uma coisa que te pertence. Quase não te conheço, sinto quase que a BIC esquecida
BIC laranja BIC cristal
é um pequeno intruso, um cavalo de Tróia que deixaste aqui para invadir esta casa, fortaleza. Para me invadir. Agora não sei o que fazer: devolvo-te a caneta da próxima vez que te vir? Se fosse uma Mont Blanc não hesitaria nem que fosse pela etiqueta do preço. Mas devolver uma BIC parece uma coisa reles. Ainda por cima nem sequer tem tampa. Tiraste-a de dentro da mala com a mesma destreza com que te livraste dos sapatos quando entraste depois de me teres perguntado. Para mim é indiferente, faz como se estivesses em tua casa.
Prefiro estar descalça
Em cima da mesa de madeira clara, as cadeiras toscas, uma de cada lado, sentaste-te de frente para mim, um copo de água na mão direita – pediste-me água – a caneta que usaste para tomar nota de alterações, para tomar nota da lista para a próxima vez
Vamos encontrar-nos outra vez, não é?
Claro que sim. Vamos encontrar-nos outra vez e eu talvez te leve a caneta sem tampa que deixaste em cima do tampo da mesa de madeira clara com duas cadeiras toscas, uma BIC como eu já não via há imenso tempo.
BIC laranja BIC cristal
Tosca como as cadeiras da mesa de madeira. Nem sequer tem tampa. Uma daquelas BIC que usávamos na escola para mandar bolas de papel uns aos outros. Tiraste-a de dentro da mala juntamente com uma molhada de papéis, tudo embrulhado. Quase me senti mal quando me senti mais organizado do que tu
Esqueceste-te dela aqui.
É estranho ter em casa uma coisa que te pertence. Quase não te conheço, sinto quase que a BIC esquecida
BIC laranja BIC cristal
é um pequeno intruso, um cavalo de Tróia que deixaste aqui para invadir esta casa, fortaleza. Para me invadir. Agora não sei o que fazer: devolvo-te a caneta da próxima vez que te vir? Se fosse uma Mont Blanc não hesitaria nem que fosse pela etiqueta do preço. Mas devolver uma BIC parece uma coisa reles. Ainda por cima nem sequer tem tampa. Tiraste-a de dentro da mala com a mesma destreza com que te livraste dos sapatos quando entraste depois de me teres perguntado. Para mim é indiferente, faz como se estivesses em tua casa.
Prefiro estar descalça
Em cima da mesa de madeira clara, as cadeiras toscas, uma de cada lado, sentaste-te de frente para mim, um copo de água na mão direita – pediste-me água – a caneta que usaste para tomar nota de alterações, para tomar nota da lista para a próxima vez
Vamos encontrar-nos outra vez, não é?
Claro que sim. Vamos encontrar-nos outra vez e eu talvez te leve a caneta sem tampa que deixaste em cima do tampo da mesa de madeira clara com duas cadeiras toscas, uma BIC como eu já não via há imenso tempo.
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