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sábado, 6 de fevereiro de 2021

O filme é do final da década de 80 e chama-se Blind Date.

Walter - um Bruce Willis novo e com mais cabelo do que agora nos lembramos que alguma vez teve - algo reticente deixa-se, ainda assim convencer, por um amigo, a ir a um encontro às cegas. She is a really nice girl. Do outro lado do encontro está Nadia, uma Kim Basinger estonteantemente vestida de vermelho, de cima a baixo, incluindo a mala e o verniz das unhas.  

O encontro corre bem e Walter resolve arriscar e levar Nadia a um estúdio de música, munido de uma garrafa de champagne, comprada numa loja de conveniência. Lá dentro, a gravar enquanto bebem champagne com copos de plástico e trocam o primeiro beijo, está Stanley Jordan a fazer um cameo.



quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Beber para recordar

O homem sentado no banco, simetricamente de frente para o realizador/protagonista, diz-lhe que os palestinianos são diferentes: enquanto os outros bebem para esquecer, os palestinianos bebem para recordar.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Do the right thing

Finalmente, passados estes anos todos, sentei-me a ver um dos mais aclamados filmes do Spike Lee. Estranhamente, o que mais gostei no filme foi o crescendo de irritação que ele consegue gerar. É possível que, em tempo de confinamento, esteja mais susceptível à irritação. Ainda assim, a constante tensão e fricção entre os personagens é desgastante. A certa altura era já eu próprio que queria saltar para o meio da película e (tentar) fazer com que se calassem. Conclusão: fui para a cama irritado. 

 Dito isto: ainda a meio, cheguei à conclusão de que não iria gostar. Não me enganei: confirmou-se e, quando cheguei ao fim, cheguei à conclusão de que não gostei. Não porque ache que o filme seja mau per se: não é. Ou que faça um mau retrato da realidade: acho que é um retrato fidedigno. E continua a ter uma actualidade arrepiante: vejam-se os recentes acontecimentos nos EUA. 

 O que não me agrada é a nítida intenção de dar uma lição, a carga de didatismo ou proselitismo, que instintivamente me repele. Neste particular, estou com o Ricardo Araújo Pereira, que, segundo o próprio, não faz humor para mudar o mundo, mas para fazer as pessoas rir (um objectivo totalmente inesperado). O Spike Lee tem uma posição diametralmente oposta: a arte serve para mudar o mundo. 

 Não que ache impossível ou errado que a arte faça mudar o mundo: pode ser uma consequência natural. O que irrita é que o ponto de partida seja exactamente esse: mudar o mundo. Parece uma quase presunção ou sobre-autoestima moral. Para senhora sabichona, de dedo em riste, com uma propensão inata para dar sermões aos outros, já me bastou a minha avó.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Padrão de Oz

«In The Wizard of Oz, Dorothy, the Scarecrow, the Tin Man and the Lion have to follow a winding and hazardous 'yellow brick road' in order to reach their destination. Few devotees of the classic Judy Garland movie are aware that the original 1900 book by Frank Baum was a satire on America's entry into the gold standard.»

The cash nexus, Niall Ferguson

domingo, 19 de julho de 2015

Fight or flight

Tea Leoni: You don't like crowds?
Ricky Gervais: It's not so much the crowds, it's the individuals in the crowds.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Back to the future

21 de Outubro de 2015 é a data para a qual Marty (Hello, hello, anybody home? Think McFly!) e o Doc viajam no segundo filme da trilogia. Passaram 30 anos sobre o filme e estamos a sensivelmente seis meses da data - 1985 é o ano de origem, é o presente da história. Não há carros voadores nem skates magnéticos sem rodas. Não há roupas que se ajustam automaticamente às dimensões de cada um. Claro que, pelo meio, o mundo também não acabou uma série de vezes, num dos inúmeros acontecimentos em que era suposto tê-lo feito. Por exemplo aquando da profecia maia. Ainda assim, sinto que as minhas expectativas de miúdo saíram defraudadas. Enfim, pode ser que nos seis meses que restam seja surpreendido.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bateria

Dois filmes ligados por baterias.

O primeiro pela razão mais óbvia: a história de um aluno de uma escola de jazz de topo e de um professor tirânico. Whiplash, o título e tema central do filme, mas também Caravan, Buddy Rich, Donna Lee, rudimentos e double time feel a 300bpms. O segundo pela razão menos óbvia: a banda sonora de Birdman é, na sua maioria, uma bateria que vai acompanhando a dinâmica do filme. Uma ou outra vez, o baterista é filmado - Brian Blade aparece curvado sobre os pratos e os timbales.

O primeiro a não perder para quem gosta de música e, em especial, teve aulas de música e só faltou chegar a vias de facto com professores execráveis. O segundo, por imensas (todas?) razões, a não perder para quem gosta de cinema.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

domingo, 15 de junho de 2014